Como escolher os cantos da Santa Missa do Domingo de Ramos: o seu guia absolutamente completo!

ME DESCULPE! ESTE ARTIGO ESTÁ SENDO ATUALIZADO

Ele estará disponível em alguns dias. Obrigada pela compreensão.

Você quer saber como escolher as músicas da celebração do Domingo de Ramos do absoluto zero? Então você está no lugar certo!

Começar sempre com​ o pé direito e boas orientações de quem já passou por isso, vai garantir a você um desenvolvimento muito mais rápido na arte de cantar a Santa Missa!

Ao longo dos meus mais de 20 anos de experiência cantando na Igreja, eu cometi muitos erros. E também muitos acertos, claro!

Mais muitas das coisas que vou te ensinar hoje eu tive que aprender por conta própria.

Isso porque quando eu comecei a exercer minha vocação de Ministro da Música eu nem sabia da existência das normas da Liturgia. Não conhecia o Missal Romano e nem os documentos da Igreja que tratavam do assunto.

E o Domingo de Ramos tem muitos detalhes pra serem levados em conta porque não se trata somente da Santa Missa, tem a procissão e a benção dos ramos também.​

Minha intenção é fazer você aproveitar o seu tempo melhor te dando o passo-a-passo para que você possa estudar tudo sobre esta Celebração e assim ser capaz de escolher perfeitamente os cantos.

E é claro que eu vou te dar também várias sugestões de cantos!

E fique tranquilo porque, assim como em todo material do nosso site, vou te passar aqui somente as orientações da Igreja para a escolha das músicas, ta bem?

Sendo assim, continue lendo para saber sobre:

Parece bom pra você? Então compartilhe com seus amigos para que mais Ministros da Música possam aprender, de forma fácil, a escolher os cantos para a celebração do Domingo de Ramos.

Agora que já informou seus amigos, é hora de começarmos nosso estudo.

Vou iniciar este artigo mostrando para você o significado do Domingo de Ramos.

O QUE SE CELEBRA NO DOMINGO DE RAMOS

É comum a gente pensar no Domingo de Ramos e relacionar essa Celebração com a alegria de participar da procissão com ramos nas mãos aclamando Jesus.

Você já percebeu isso? É a primeira coisa que vem na nossa cabeça: procissão de Ramos.

Mas o Missal Romano chama esse dia de Domingo de Ramos da Paixão do Senhor.

Então, as celebrações do Domingo de Ramos envolvem alegria e entusiasmo com a entrada de Jesus em Jerusalém e, ao mesmo tempo, nos torna presente todo o sofrimento do Senhor em favor de nossa Redenção, mas que chega à Ressurreição.

Contudo, a Igreja recorda no Domingo de Ramos a entrada solene de Jesus em Jerusalém para a realização do Mistério Pascal, que pode ser traduzido na sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Este domingo abre solenemente a Semana Santa, também chamada de Semana Maior, e ao mesmo tempo faz um "resumo" de tudo que será celebrado no decorrer dessa semana até a Páscoa.

O REAL SIGNIFICADO DO DOMINGO DE RAMOS

Cristo, ao entrar em Jerusalém, é recebido como Rei.

Aquele povo simples que tinha visto Jesus curar cegos e aleijados, alimentar as multidões, a fazer tantos outros milagres e que a poucos dias viram o Senhor ressuscitar Lázaro, de Betânia, estavam maravilhados e esperançosos ao ver Jesus.

Eles festejavam e realmente acreditavam que o Senhor era o seu libertador, o Messias anunciado pelos profetas e prometido pelo Pai do Céu para tirar o seu povo da escravidão.

Eles esperavam que Jesus os libertasse daquela opressão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos aos filhos de Israel.​

Eles estavam certos de que Cristo iria tirá-los das mãos do imperador e iria proporcionar a eles uma vida como nos tempos de Salomão.​ E por isso O aclamavam.

Mas Jesus conhece o coração dos homens ...

Cristo, de forma alguma se iludiu com aquele povo. Ele sabia tudo que aconteceria ali. Ele sabia que aquele povo O trairia sem a menor piedade.

Mas era preciso mostrar aos homens que o libertador político​ que o povo via n'Ele não existia. Era preciso mostrar que o Messias estava ali para dar a eles muito mais do que queriam e esperavam conseguir.

E tudo começou com aquela entrada que, embora festiva e digna de Rei, tinha um caráter simples e humilde, mostrando à multidão que Cristo não procurava as glórias desse mundo.

O Senhor queria mostra àquele povo que a sua verdadeira luta não era contra o imperador, contra os tiranos deste mundo, mas contra algo que nos impediria de estar com Ele em seu verdadeiro Reino, algo muito pior e devastador: o Pecado.

O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

Professor Felipe Aquino 
Referência [b]

No entanto ...​

Vem Jesus sem exército e sem a suntuosidade ​e imponência dos ricos e dos imperadores da época. Vem montado num jumentinho, um símbolo da humildade.

Ele não vem no lombo da mula, que era o animal predileto da realeza de Israel. Ele não vem de cavalo, que era o animal símbolo da guerra (os reis que vinham a cavalo estavam declarando guerra aos seus oponentes). Jesus vem no lombo de um animal usado pelos simples, pelo povo da terra. Ele é um rei que vem em paz e traz a paz!​

Padre José Luís Queimado 
Diretor do Portal A12.com

Mas quando perceberam que não se tratava do que eles queriam, aquela mesma multidão, furiosa e manipulada pelas autoridades religiosas da época, começaram a acusá-Lo de mentiroso, impostor, blasfemador e falso Messias.

E mesmo depois de tantos milagres presenciados e de tantos aplausos, aquele mesmo povo, poucos dias depois, virou as costas para Jesus e gritou pedindo a Sua morte.​

COMO É CELEBRADO O DOMINGO DE RAMOS?

A celebração do Domingo de Ramos engloba 2 momentos consecutivos. O primeiro é a comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém e o segundo momento é a celebração da Santa Missa.

No caso da celebração da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, ela deve ocorrer em todas as missas celebradas neste dia.

E existem 3 maneiras para esta comemoração segundo o Missal Romano (Referência [a], página 220, n. 1):​

  • Na Missa principal, pela procissão ou pela entrada solene
  • Em todas as outras Missas pela entrada simples

O Missal Romano, na mesma referência citada acima, dá a possibilidade de se repetir a entrada solene em uma ou outra missa que não seja a principal, porém, somente se tiver um grande número de fiéis presentes. Mas a procissão não pode ser repetida de forma alguma.

Então, para resumir, temos no Domingo de Ramos 3 formas para comemorar a entrada do Senhor em Jerusalém:

  • PRIMEIRA FORMA: procissão
  • SEGUNDA FORMA: entrada solene
  • TERCEIRA FORMA: entrada simples

Depois de terminada esta celebração da entrada de Jesus em Jerusalém, segue-se a Santa Missa. Mas antes de falar sobre ela, vamos ver primeiro cada uma das 3 comemorações que falei acima pra você.

COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM - PRIMEIRA FORMA: PROCISSÃO

Toda procissão é uma forma de oração pública a Deus, de manifestação de fé da Igreja. E esta manifestação de fé, neste Domingo de Ramos é realizada para a comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém.

No momento em que aconteceu, as pessoas, além de agitarem seus ramos, também estendiam seus mantos no chão para que Jesus pudesse passar sobre eles.

Cristo foi recebido como um grande Rei.

Um Rei que vem até nós!

E Ele vem nos libertar​ do pecado e mostrar a nós que podemos ter esperança!

O Senhor veio nos anunciar a Misericórdia de Deus. E esse Deus cheio de amor vem ao nosso encontro para revelar que não estamos sozinhos nesta terra.

Com isso, a Procissão do Domingo de Ramos mostra que cada cristão, peregrino sobre a terra,​ realiza o caminho que o leva à vida eterna com Deus, pois também não fomos feitos para este mundo. Somos do Céu, somos de Deus!

Não pertencemos a esse mundo terreno onde tudo passa rápido, onde nada nos satisfaz, pois só o amor de Deus nos contenta.​

Apesar de ser aclamado triunfalmente pela multidão em festa, na Sua humildade e mansidão, Ele escolhe os sinais da pobreza para revelar o verdadeiro Rosto de Deus. É que, ao contrário do triunfalismo, domínio e prestígio dos reis da terra, o Messias vem para servir e dar a vida pelo Seu Povo.

José Luís, 2010 
UI/UX Designer

Os ramos ...

"Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica" [b]

"Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Santa Missa [do Domingo de Ramos], lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição."​ [B]

Antes do início da procissão, a assembléia, com ramos nas mãos, se reúne em uma Igreja menor ou em outro lugar apropriado que não seja a Igreja onde se dirige a procissão e onde também ocorrerá a Santa Missa.

"Ao término dessa celebração belíssima, levamos para a casa o nosso raminho. Ele vai “incomodar-nos” durante todo o ano, pois, sempre que olharmos para ele, lembraremos o nosso compromisso com Cristo Jesus. Muitos guardam o raminho até secar, para obter as cinzas que serão usadas na Quarta-Feira de Cinzas do ano seguinte. Em algumas regiões, queima-se o raminho em dias de tempestade, pois a confiança é grande naquele símbolo que evoca o nosso Redentor chegando triunfalmente em nossa vida!​" [e]

"A cinzas, que são usadas na quarta-feira de cinzas, são feitas com os ramos bentos deste dia, dando sequência a um costume que vem desde o século XII." (http://www.ofielcatolico.com.br/2005/03/domingo-de-ramos-ou-domingo-da-paixao.html)​

“São como os outros objetos bentos na Igreja. São sinal de fé, piedade. É um sacramental que mantém junto às pessoas e que recordam mistérios celebrados na Semana Santa. Na igreja, os ramos são guardados e, no ano seguinte, são queimados, transformados em cinzas usadas na Quarta-Feira de Cinzas para colocar na cabeça das pessoas. Lembrando que a palma, que já foi um sinal de vitória, agora é um sinal transformado em cinza, sinal de que o homem é terra, é pó, pouca coisa diante de Deus, mas ao mesmo tempo grande diante de Deus” (Padre Jesus Flores. Referência [f])​

Canto inicial

O canto se inicia quando o sacerdote e os ministros começam a se aproximarem do lugar onde o povo está reunido.

É pedido pelo Missal Romano que se cante a antífona abaixo ou outro canto apropriado.

Antífona de entrada do sacerdote e ministros

(Missal Romano. Referência [a], página 220, n. 4)

Saudemos com hosanas o Filho de Davi!

Bendito o que nos vem em nome do Senhor!

Jesus, rei de Israel, hosana nas alturas!

Depois do canto, o sacerdote saúda o povo e faz uma exortação onde os fiéis que "são convidados a participar ativa e conscientemente da celebração deste dia" (Missal Romano. Referência [a], página 220, n. 5.

Segue-se então a oração, a benção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém.

Lembrando que este Evangelho varia conforme o Ano Litúrgico. Veja a seguir o que considerar em cada Ano segundo o Missal Romano (Referência [a], página 221, n. 7).

  • EVANGELHO -- ANO A
  • EVANGELHO -- ano b
  • EVANGELHO -- ano C

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 19,28-40

Naquele tempo: 28 Jesus caminhava à frente dos discípulos,subindo para Jerusalém. 29 Quando se aproximou de Betfagé e Betânia,perto do monte chamado das Oliveiras,enviou dois de seus discípulos, dizendo: 30 'Ide ao povoado ali na frente.Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado,que nunca foi montado.Desamarrai-o e trazei-o aqui. 31 Se alguém, por acaso, vos perguntar:'Por que desamarrais o jumentinho?',respondereis assim: 'O Senhor precisa dele'.' 32 Os enviados partiram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito. 33 Quando desamarravam o jumentinho,os donos perguntaram:'Por que estais desamarrando o jumentinho?' 34 Eles responderam: 'O Senhor precisa dele.' 35 E levaram o jumentinho a Jesus.Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. 36 E enquanto Jesus passava,o povo ia estendendo suas roupas no caminho. 37 Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras,a multidão dos discípulos,aos gritos e cheia de alegria,começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. 38 Todos gritavam:'Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!' 39 Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus:' Mestre, repreende teus discípulos!' 40 Jesus, porém, respondeu: 'Eu vos declaro:se eles se calarem, as pedras gritarão.'

Palavra da Salvação.

A Procissão de Ramos

Depois da proclamação do Evangelho, pode haver uma breve homilia e a procissão se inicia em direção à Igreja onde se celebrará a Santa Missa.

Neste momento então, com os ramos nas mãos, nós acompanhamos, cantamos, aclamamos o Senhor com muita alegria e entusiasmo.

E para este percurso, existem cantos descritos no Missal, mas que podem ser substituídos por outros cantos apropriados.

Segue os cantos indicados pelo Missal Romano.

  • 1. OPÇÃO DE CANTO
  • 2. OPÇÃO DE CANTO
  • 3. OPÇÃO DE CANTO

Primeira opção para o canto da procissão

(Missal Romano. Referência [a], página 225, n. 9)

Antífona 1

Os filhos dos hebreus com ramos de oliveira correram ao encontro do Cristo que chegava; cantavam e aclamavam: Hosana nas alturas!

Esta antífona pode ser repetida entre os versículos do salmo 23.

Salmo 23

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,

o mundo inteiro com os seres que o povoam;

porque ele a tornou firme sobre os mares,

e sobre as águas a mantém inabalável.

"Quem subirá até o monte do Senhor,

​quem ficará em sua santa habitação?"

"Quem tem mãos puras e inocente coração,

quem não dirige sua mente para o crime,

nem jura falso para o dano de seu próximo.​"

Sobre este desce a bênção do Senhor

e a recompensa de seu Deus e Salvador.

"É assim a geração dos que o procuram, 

e do Deus de Israel buscam a face".​

"Ó​ portas, levantai vossos frontões!

Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,

a fim de que o Rei da glória possa entrar!

​Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória?"

"É o Senhor, o valoroso, o onipotente,

o Senhor, o poderoso nas batalhas!"​

"Ó portas, levantai vossos frontões!

Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,

a fim de que o Rei da glória possa entrar!

Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória?

"O Rei da glória é o Senhor onipotente,

O Rei da glória é o Senhor Deus do universo!"​

Canto para a entrada na Igreja

Ao chegar na Igreja, é cantado o responsório abaixo ou outro canto apropriado que se refira à entrada do Senhor em Jerusalém.

Responsório a ser cantado ao entrar na Igreja

(Missal Romano. Referência [a], página 228, n. 10)

Ouvindo o povo que Jesus entrava,

logo o foi encontrar;

com ramos de palmeira, ao que chegava

puseram-se a saudar.

Os filhos dos hebreus Jesus saudavvam

com suas vozes puras.

A vida ressurgida anunciavam:

Hosana nas alturas!

Quando o sacerdote chega ao altar, ele o saúda e o incensa, se for o caso.

Depois disso, passa-se direto à oração do dia. A partir daí segue a Santa Missa como de costume.

COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM - SEGUNDA FORMA: ENTRADA SOLENE

A entrada solene é realizada quando não é possível fazer a procissão fora da Igreja. Neste caso, a entrada do Senhor em Jerusalém é celebrada fazendo-se a entrada solene dentro da Igreja antes da missa principal.

​Neste caso, inicia-se da seguinte forma:

Os fiéis reúnem-se à porta da Igreja ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O Sacerdote, os ajudantes e uma delegação de fiéis dirigem-se para um ponto da Igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto pela maioria dos fiéis.

Missal Romano 
Referência [a], página 229, n. 13

Enquanto o sacerdote e os demais se dirigem para o local falado acima, é cantada a antífona colocada abaixo ou outro canto apropriado. É a mesma que é cantada no início da procissão, mas eu repeti aqui pra deixar tudo mais claro pra você.

Antífona cantada enquanto o sacerdote e os demais se dirigem ao local determinado para início da celebração

(Missal Romano. Referência [a], página 220, n. 4)

Saudemos com hosanas o Filho de Davi!

Bendito o que nos vem em nome do Senhor!

Jesus, rei de Israel, hosana nas alturas!

Depois disso, o sacerdote abençoa os ramos e proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém que correspondem aos mesmos Evangelhos colocados anteriormente para os anos A, B e C.

Para este caso da entrada solene, o Missal Romano não faz referência à homilia.

Com isso, depois do Evangelho​, o sacerdote, os ministros e a delegação de fiéis se dirigem processionalmente pela Igreja até chegarem ao presbitério.

E é durante período de​ pequena procissão dentro da Igreja que se canta o mesmo responsório cantado no caso da entrada na Igreja quando se faz a procissão. Vou repeti-lo abaixo para você:​

Responsório a ser cantado ao entrar na Igreja

(Missal Romano. Referência [a], página 228, n. 10)

Ouvindo o povo que Jesus entrava,

logo o foi encontrar;

com ramos de palmeira, ao que chegava

puseram-se a saudar.

Os filhos dos hebreus Jesus saudavvam

com suas vozes puras.

A vida ressurgida anunciavam:

Hosana nas alturas!

Lembrando que o Missal dá a opção, também neste caso, de se cantar um outro canto apropriado ao invés desse responsório. 

Depois da saudação do altar, como na primeira forma, passa-se diretamente à oração do dia. A partir daí segue a Santa Missa como de costume.

COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM - TERCEIRA FORMA: ENTRADA SIMPLES

Esta forma de celebrar a entrada de Jesus em Jerusalém somente é utilizada nas outras Missas em que não se faz a entrada solene.

Aqui o Ministério de Música canta enquanto o sacerdote​ se dirige ao altar. O Missal diz que é para cantar a antífona da entrada + salmo 23, 9-110 ou outro canto com o mesmo tema.

Segue a antífona com o salmo 23:

Canto: Antífona + salmo

(Missal Romano. Referência [a], página 229, n. 17 e 18)

Antífona de entrada

Seis dias antes da solene Páscoa,

quando o Senhor veio a Jerusalém,

correram até ele os pequeninos.

Trazendo em suas mãos ramos e palmas,

em alta voz cantavam em sua honra:

Bendito és tu que vens com tanto amor!

Hosana nas alturas!

Salmo 23, 9-10

"Ó portas, levantai vossos frontões!"

Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,

para que assim o Rei da glória possa entrar!

Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória?"

"O Rei da glória é o Senhor onipotente,

o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!"

Bendito és tu, que vens com tanto amor!

Hosana nas alturas!

Bem, daí em diante segue-se com a Santa Missa normalmente.

A SANTA MISSA: LITURGIA DA PALAVRA

"Não basta louvar e cantar hosanas ao rei, temos de buscar a fidelidade até à morte de Cruz! E toda a multidão que o adorava e o glorificava sumiu, até mesmo os seus discípulos fugiram!" ( Padre José Luís Queimado. Referência [e])

"Neste dia, é o vermelho que usamos, pois lembramos o sangue inocente derramado em favor da multidão que prega o Senhor na Cruz! Domingo de Ramos é o convite para refletirmos sobre o nosso seguimento a Jesus. Sou católico em todos os momentos de minha vida ou somente nas horas fáceis de louvor e aclamações de festa?​ [e]

Bem, neste ponto você já sabe que a missa se inicia logo depois que o sacerdote e os ministros chegam ao altar conforme cada um dos 3 casos descritos anteriormente, não é?

Agora vou te dar os passos para escolher as músicas para a Santa Missa, ta bem?​

Abaixo eu coloquei as leituras, o salmo responsorial e o Evangelho a ser proclamado nos anos A, B e C, como fiz anteriormente com o Evangelho da Procissão.

Lembre-se que a Igreja coloca dois Evangelhos, o de forma longa e o de forma breve. Cabe ao sacerdote ou à equipe de liturgia ao escolher qual deles será proclamado.

​"A razão pela qual há a leitura do Evangelho da Paixão é contrapor dois momentos muito distintos da população de Jerusalém, em relação a Jesus Cristo. No primeiro Evangelho, Jesus é aclamado como o Rei: “Hosana, o Filho de David!” No segundo, as mesmas pessoas, incitadas pelos chefes do templo, pedem a morte de Cristo na cruz. Outra importância da leitura deste Evangelho nesta missa é a preparação para a mais importante celebração, desde que iniciamos a Quaresma: a Sexta-feira da Paixão. Deste modo, lemos o relato da Paixão de um dos 3 evangelistas sinópticos, mas a narrativa completa ocorrerá com o Evangelho de João, na Sexta-feira Santa." (http://auxiliadoracampinas.org.br/domingo-de-ramos.html)

"Não deixemos de participar dessa Celebração que é a abertura da grande Semana Santa. Ao chegarmos, em procissão, à entrada da igreja, rezaremos o Salmo 23 (24):

“Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar!”

. Deixemos que o Rei da Glória entre em nossa casa, em nossa história, em nossa vida!" [e]

PRIMEIRA LEITURA -- ANOS A, B, C

Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada,para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida;ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,para prestar atenção como um discípulo. 5 O Senhor abriu-me os ouvidos;não lhe resisti nem voltei atrás. 6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba;não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7 Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL -- ANO A, B, C

Salmo 21, 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24 (R.2a) 

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

8 Riem de mim todos aqueles que me vêem,

torcem os lábios e sacodem a cabeça:

9 'Ao Senhor se confiou, ele o liberte

e agora o salve, se é verdade que ele o ama!'

17 Cães numerosos me rodeiam furiosos,

e por um bando de malvados fui cercado.

Transpassaram minhas mãos e os meus pés

18 e eu posso contar todos os meus ossos.

Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam!

19 Eles repartem entre si as minhas vestes

e sorteiam entre si a minha túnica.

20 Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,

ó minha força, vinde logo em meu socorro!

23 Anunciarei o vosso nome a meus irmãos

e no meio da assembléia hei de louvar-vos!

24 Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,

glorificai-o, descendentes de Jacó,

e respeitai-o toda a raça de Israel!R.

SEGUNDA LEITURA -- ANO A, B, C

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2, 6-11

6 Jesus Cristo, existindo em condição divina,não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo,assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens.Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo,fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus,todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor', para a glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.

  • EVANGELHO -- ANO A
  • EVANGELHO -- ano b
  • EVANGELHO -- ano C

BAIXE AGORA: Forma longa do Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: Mateus 26, 14-27, 66

​Forma breve (facultativa): Mateus 27,11-54

  • HOMILIA -- ANO A
  • HOMILIA -- ano b
  • HOMILIA -- ano C

Homilia do padre Paulo Ricardo:

O QUE APRENDEMOS COM O DOMINGO DE RAMOS?

A liturgia de hoje nos mostra um povo que acreditava em Jesus como sendo o Messias, aquele anunciado pelos profetas.

Aquele povo que aclamava Cristo como rei de Israel "certamente tinha a sua ideia própria do Messias", diz Papa Bento XVI (Referência [i]).

"Na realidade a maioria ficara desapontada com o modo escolhido por Jesus para se apresentar como o Messias e rei de Israel" Papa Bento XVI (Referência [i])

porém, este povo mundano julgava e queria um Jesus libertador político.

A humildade

O Papa Francisco nos ensina que o caminho de Deus é o da humildade, que esta é a estrada de Jesus e não há outra. E nos diz ainda que ...

Papa Francisco Referência [h]

[...] percorrendo até o fim esta estrada, o filho de Deus assumiu a forma de servo. Com efeito, a humildade quer dizer serviço. Significa dar espaço a Deus, despojando-se de si mesmo, esvaziando-se, como diz a escritura. Este esvaziamento é a maior humilhação.

Quem é Jesus de Nazaré para você?

Papa Bento XVI Referência [i]

[...] Para nós, quem é Jesus de Nazaré? Que ideia temos do Messias? Que ideia temos de Deus? Esta é uma questão crucial que não podemos evitar, até porque precisamente nesta semana somos chamados a seguir o nosso Rei que escolhe a Cruz como trono. Somos chamados a seguir o Messias que não nos garante uma felicidade terrena fácil, mas a felicidade do Céu, a Bem-Aventurança de Deus. Por isso, devemos perguntarmos: quais são as nossas reais expectativas?

Papa Bento XVI Referência [i]

[...] Que o Domingo de Ramos possa ser para vóz o dia da decisão. A decisão de acolher o Senhor e segui-Lo até o fim. A decisão de fazer da sua Páscoa de Morte e Ressurreição o sentido da vossa vida de cristãos. Tal é a decisão que leva à verdadeira alegria.

Papa Bento XVI Referência [i]

Em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de arbustos que alegram o olhar por pouco tempo mas depressa perde o seu vigor, prostremo-nos nós mesmos aos pés de Cristo. Revestidos da Sua graça, ou melhor, revestidos dele mesmo, sejamos como mantos estendidos aos seus pés para oferecermos ao vencedor da morte não já ramos de palmeira mas os troféus da Sua vitória. Agitando os ramos espirituais da alma, aclamemo-Lo todos os dias juntamente com as crianças dizendo estas santas palavras: "bendito o que vem em nome do senhor o Rei de Israel", amém (Santo André, bispo de Creta).

Mas existe também um caminho contrário ao de Cristo que é o do mundanismo. E ele nos oferece o caminho da vaidade, do orgulho, do sucesso, pelo qual não podemos seguir.

Assista na íntegra a homilia do nosso querido Papa​ Francisco e entenda melhor sobre o caminho que o próprio Cristo nos propões neste dia de Domingo de Ramos.

Eles achavam que Cristo iria tirá-los das mãos do imperador e iria proporcionar a eles uma vida como nos tempos de Salomão.

Mas Jesus conhecia o interior daquelas almas. Ele sabia da

O amor que tinham por Ele era incompleto. A aclamação, a adoração não era amorosa, "no entanto, cheio de humildade, lá ia Nosso Senhor Jesus Cristo sentado num burrico, avançando em meio à multidão ruidosa, impulsionando todos ao amor de Deus." [1]

E Ele era aplaudido, aclamado pelo povo: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas". Isto aconteceu alguns dias antes de que Jesus fosse condenado à morte, quando os ecos dos gritos de "hosana" já se misturavam ao clamor de insultos, ameaças e blasfêmias que o levariam a sua Paixão redentora.

Arautos do Evangelho, s.a. 
xxx

Ainda hoje O crucificamos!

"Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burrico por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção. A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim mostrá-lo aos outros." (http://opusdei.org.br/pt-br/article/do-domingo-de-ramos-ao-domingo-de-pascoa/)

Jesus é o Messias, mas um messias pobre, um messias servo, que "não veio para se servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos" (Mc 10, 45)

"Quanto a nós, vamos com Ele! Os ramos que trazemos nas mãos significam que reconhecemos Jesus como o Messias de Israel, prometido por Deus. Significam, também, que nos dispomos a segui-Lo como o Servo que dá a vida na cruz. Levaremos estes ramos para casa. Devemos guardá-los num lugar visível durante todo o ano, para recordar nosso compromisso de seguir o Cristo num caminho de humildade e despojamento; segui-Lo ainda quando não compreendermos bem os desígnios de Deus para nós… Seguir o Cristo, que confia no Pai até a morte e não se cansa de fazer da vida um serviço de amor. Seguir hoje em procissão com os ramos nas mãos significa proclamar diante do mundo que cremos nesse Jesus fraco, humilde, silencioso, crucificado… loucura para o mundo, mas sabedoria de Deus; fraqueza para o mundo, mas força de Deus!" [g]

"A Igreja nos lembra que a entrada triunfal vai perpassar todos os passos da Paixão de Cristo. Terminada a procissão de Ramos, mergulha-se no mistério da Paixão de Jesus Cristo: Em Is 50 4-7 descreve o Servo sofredor, na esperança da vitória final. Vemos nele a própria pessoa de Jesus Cristo. Em Fl 2,6-11 temos a chave principal de todo o mistério deste Domingo de Ramos: Jesus humilhou-se e por isso Deus O exaltou!" [g]

"Com este Domingo de Ramos, quando comemoramos também a Jornada Diocesana da Juventude, queremos caminhar com Jesus até o Calvário e Ressuscitar com Ele para a vida plena. Vamos participar, piedosamente, de todas as celebrações da Semana Santa. Faço um apelo especial para que possamos participar da Missa da Unidade, de instituição do Sacerdócio, na Quinta-feira Santa, às 9hs, na Igreja Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Vamos rezar pelos nossos padres e agradecer o muito que eles gastam de sua vida ministerial em favor do anúncio da Misericórdia Divina. Nós somos chamados a escolher com que atitude queremos entrar na história da Paixão de Cristo: com a atitude de Cirineu, que se coloca ao lado de Jesus, ombro a ombro, para carregar com Ele o peso da cruz; com a atitude das mulheres que choram, do centurião que bate no peito, e de Maria que fica silenciosa ao pé da cruz; ou se queremos entrar com a atitude de Judas, de Pedro, de Pilatos e daqueles que “olham de longe” para ver como irá terminar aquele episódio. Toda nossa vida é, em certo sentido, uma “semana santa” se a vivemos com coragem e fé, na espera do “oitavo dia”, que é o grande Domingo do repouso e da glória eterna." [g]

Nós censuramos, ficamos indignados com o comportamento dessas pessoas, não é?

Primeiro, exaltam Jesus como Salvador e depois o crucificam com tanto ódio, como se Ele fosse um qualquer.

Pois, pense bem, essa atitude não é semelhante a tantas que tomamos e vemos outras pessoas tomarem, ainda hoje em dia?

Muitas das vezes nós temos boas intenções, ficamos animados com os ensinamentos de Cristo, nos propomos a aprender e a praticar o amor tanto ensinado por Ele, porém, é só chegar o primeiro obstáculo que encontramos uma desculpa para desistir, para deixamos tudo de lado por causa do nosso desânimo e egoísmo.

E é justamente por este nosso desamor, nossa falta de fé, de esperança, de caridade, é que alimentamos ainda mais o sofrimento de Jesus.

De que adianta ficarmos horrorizados com o povo daquele tempo, com suas atitudes perversas, com os mau tratos, as injúrias, as traições? Também não traímos Jesus?

Vamos olhar para nós neste momento e pensar no que fazemos a Ele, no quanto o ofendemos com nossos pecados, talvez até da mesma forma ou ainda pior que aquele povo.

Jesus é também muito, mais muito ofendido nos dias de hoje, e por nós mesmos. E não se coloque fora disso, você também O ofende, e todos os dias! "Não é verdade que, muitas vezes, depois de termos glorificado a Nosso Senhor ardentemente, caímos em pecado e O crucificamos em nosso coração? O pecado é um ultraje feito a Deus. Quem peca expulsa Deus de seu coração, rompe as relações filiais entre criatura e Criador, repudia Sua graça." [1]

Mas Deus é tão bom e generoso conosco que nos dá a graça do arrependimento e nos faz lembrar da sua infinita misericórdia.

Nós podemos sempre nos reconciliar com Ele e termos também as atitudes daquelas almas que vivem lutando para reparar tais ofensas. Esta também é uma lição que devemos levar para nossas vidas neste domingo de Ramos.

realismo com que Paulo agradecerá a doação do seu Senhor: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).

Sem este realismo que personaliza, estaríamos como espectadores ausentes, que, no máximo, acompanham o desenvolvimento do processo de Deus lá da plateia do dó ou da indiferença. Por isso, posso dizer realmente que eu estava lá, que tudo isso foi por mim.

Só quem reconhece esse por mim adorará o Senhor com um coração agradecido.

Logo depois de abençoadas, muitos fiéis costumam colocá-las em algum lugar privilegiado em suas casas e as utilizam como um sacramental, ou seja, como “são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual” (CIC 1667).

“Entretanto muitas pessoas costumam colocar as Palmas abençoadas atrás da porta como amuletos, são utilizadas com fins curativos ou para manter afastados os espíritos maus ou os ladrões, o que é uma superstição”, adverte o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME).

Esta crença, segundo esta instituição, é errônea porque “o verdadeiro sentido das Palmas em nosso lar é lembrar que Jesus é nosso rei e que devemos sempre dar-lhes as boas-vindas em nosso lar”.

Domingo de ramos. Somos imitação de Cristo.

É necessário romper com o mundo para que possamos nos unir verdadeiramente ao sacrifício de Cristo na Cruz.

A comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém faz transbordar em nós uma grande alegria. É a alegria do Salvador!

E diante disso, não podemos ser pessoas tristes, um cristão não pode nunca ser triste!

Não somente neste dia com toda esta recordação, mas em todos os dias de nossa vida.

Papa Francisco Referência [5]

A nossa alegria não nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos!

Mas nós, neste domingo, podemos acompanhar Jesus abrindo o nosso coração a Ele. Para que nos guie em todos os momentos pois sabemos sobretudo que Ele nos acompanha, nos carrega no colo, tantas vezes ... "aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. Levemos a todos a alegria da fé!" [5]

Papa Francisco Referência [5]

Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Queridos amigos, todos nós podemos vencer o mal que existe em nós e no mundo: com Cristo, com o Bem! Sentimo-nos fracos, inaptos, incapazes? Mas Deus não procura meios poderosos: foi com a cruz que venceu o mal! Não devemos crer naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal! Com Cristo, podemos transformar-nos a nós mesmos e ao mundo. Devemos levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte; levar este amor grande de Deus. Isto requer de todos nós que não tenhamos medo de sair de nós mesmos, de ir ao encontro dos outros. Na Segunda Leitura, São Paulo diz-nos que Jesus Se despojou de Si próprio, assumindo a nossa condição, e veio ao nosso encontro (cf. Fil 2, 7). Aprendamos a olhar não só para o alto, para Deus, mas também para baixo, para os outros, para os últimos. E não devemos ter medo do sacrifício. Pensai numa mãe ou num pai: quantos sacrifícios! Mas porque os fazem? Por amor! E como os enfrentam? Com alegria, porque são feitos pelas pessoas que amam. Abraçada com amor, a cruz de Cristo não leva à tristeza, mas à alegria.

A alegria de O acompanhar, de O sentir perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um amigo, como um irmão, mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida.

Papa Francisco, 2013 
UI/UX Designer
significado do domingo de ramos.

O Senhor sabe o que temos no interior de nossas almas.

Missa de domingo de ramos.

O trono real de Jesus na Cidade Santa é o madeiro da Cruz!

Anúncio da Paixão no domingo de ramos.

Jesus assumiu seu destino "obedecendo até à morte e morte de Cruz." (Fl 2, 8)

"O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo."​ [b]


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITO DE IMAGENS

[a] Missal Romano. Tradução portuguesa da 2ª edição típica para o Brasil realizada e publicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil com acréscimos aprovados pela Sé Apostólica. 18ª reimpressão, 2014. Editora Paulus.

[b] Professor Felipe Aquino, 2016. As lições do Domingo de Ramos. Acesso em 2 de fevereiro de 2017. Disponível no site Cléofas.

[c] ​Dom Antônio José Cavaco Carrilho, 2010. Escrito por José Luís. Homilia de D. António Carrilho nos 350 anos da morte de S. Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac. Acesso em 16 de março de 2016. Disponível no site ABC da Catequese.

[d] João Guimarães, s.a. Domingo de Ramos. Arautos do Evangelho. Acesso em 16 de março de 2016. Disponível no site Arautos.

[e] Padre José Luís Queimado, 2015. Domingo de Ramos. Acesso em 4 de fevereiro de 2017. Disponível no site A12.​

[f] Padre Jesus Flores, 2015. Artigo escrito por Equipe Pai Eterno. O que é feito com os ramos após a celebração ​do Domingo de Ramos? Acesso em 4 de fevereiro de 2017. Disponível no site Pai Eterno.

[g] Cardeal Orani João Tempesta, 2016. Domingo de Ramos. Acesso em 4 de fevereiro de 2017. Disponível no site Radio Catedral.​

[h] Papa Francisco, 2015. Homilia do Papa no Domingo de Ramos 2015 - Íntegra. Acesso em 2 de março de 2017. Disponível no canal do Youtube The Vatican - Português.​

[i] Papa Bento XVI, 2012. Homilia | Missa de Ramos no Vaticano - Rede Aparecida. Acesso em 2 de março de 2017. Disponível no canal do Youtube TV Aparecida.​

[1] --> [d] Arautos do Evangelho, s.a. Domingo de Ramos. Acesso em 16 de março de 2016. Disponível no site Arautos.

[2] --> [c] José Luís, 2010. Homilia do bispo do Funchal no Domingo de Ramos. Acesso em 13 de março de 2016. Disponível em ABC da Catequese.

[3] Padre Paulo Ricardo, s.a.a. Prontos para segui-Lo? (Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor). Acesso em 16 de março de 2016. Disponível no site Padre Paulo Ricardo.

[4] Padre Paulo Ricardo, s.a.b. Orai para não entrardes em tentação! - Domingo de Ramos. Acesso em 16 de março de 2016. Disponível no site Padre Paulo Ricardo.

[5] Papa Francisco, 2013. Homilia de Papa Francisco na Eucaristia de Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Acesso em 17 de março de 2016. Disponível no site Official Vatican Network.

[6] Crédito das imagens: Pixabay.

[7] Fonte das passagens bíblicas: site Bíblia Católica.