Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

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Domingo de ramos e da Paixão do Senhor

O Domingo de Ramos é o dia em que celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém e a Sua Paixão. "Ele é o portal de entrada da Semana Santa" (a), a sua solene abertura. 

"Esta celebração tem, por assim dizer, duplo sabor: doce e amargo. É jubilosa e dolorosa, pois nela celebramos o Senhor que entra em Jerusalém, aclamado pelos seus discípulos como rei; ao mesmo tempo, porém, proclama-se solenemente a narração evangélica de sua Paixão. Por isso, o nosso coração experimenta o contraste pungente e prova, embora numa medida mínima, aquilo que deve ter sentido Jesus em seu coração naquele dia, quando rejubilou com os seus amigos e chorou sobre Jerusalém." (aa)

Portanto, temos aqui dois momentos aparentemente contrastantes, mas que estão intimamente unidos e em sintonia para um único objetivo de nosso Deus: a Salvação da humanidade.

E nesse espírito de comunhão com Cristo, podemos tirar uma lição de todos esses acontecimentos para vivenciarmos mais profundamente a nossa fé católica.

Agora, veja abaixo o que vamos ver neste artigo:

A ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM

Até mesmo antes de entrar em Jerusalém, Jesus foi aclamado pelo pelos seus apóstolos e pelo povo das cidades vizinhas que iam para a Cidade Santa por ocasião da páscoa dos Judeus.

Esse povo conhecia o Senhor, acreditava nele, na sua proposta de mudança de vida pelo amor a Deus e aos irmãos. Esse povo acreditava que aquele que vinha era o Rei dos Céus, era o Messias do Antigo Testamento. Por isso, com ramos de palmeiras nas mãos, acenavam alegres e estendiam seus mantos no chão para Jesus passar sobre eles. 

Mas ao entrar na cidade a realidade é outra bem diferente ...

Seus habitantes não conheciam o Jesus. Eles eram um povo incrédulo e superficial nas Verdades ensinadas pelo Salvador.

É claro que não se pode dizer ao certo o que o povo judeu pensava a respeito do Messias que viria salvá-los. 

Mas de uma forma geral, podemos dizer que eles esperavam um messias político que os salvaria da opressão. Acreditavam que Jesus era "um libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. E nisso estavam equivocados, enganados: Ele não era um Rei deste mundo!" (a).

Agitamos nossos ramos "exprimimos o nosso louvor e alegria e o desejo de receber Jesus que vem a nós. Na realidade, como entrou em Jerusalém, assim deseja entrar nas nossas cidades e nas nossas vidas. Como fez no Evangelho – montando um jumentinho –, Ele vem a nós humildemente, mas vem «em nome do Senhor»: com a força do seu amor divino, perdoa os nossos pecados e reconcilia-nos com o Pai e com nós mesmos." (qq)

O SENHOR MOSTROU AO POVO JUDEU QUE TIPO DE REI ELE ERA

A entrar em Jerusalém num jumentinho o Senhor mostra àquele povo que não veio tomar o lugar de Cesar. Ele veio mostrar aos judeus que eles precisavam de uma libertação sim, mas não política. Aquele povo precisava se libertar do pecado e voltar a viver sua aliança com Deus.

O amor de Deus para conosco é infinito. Jesus, ao aceitar obedecer ao Pai até o fim, nos libertou do Pecado e nos mostrou o caminho do Céu.

Infelizmente nem todos entenderam e, por incrível que pareça, ainda hoje não entendem a proposta do Senhor.

O SENHOR MOSTROU AO POVO JUDEU QUE TIPO DE REI ELE ERA

Se você olhar para você e à sua volta, perceberá que assim como aquele povo gritou "Crucifica-O" nós também gritamos o mesmo.

Nós crucificamos o Senhor quando pecamos, quando damos as costas para os seus ensinamentos, quando preferimos ser egoístas e soberbos ao invés de seguir o caminho do amor, da doação total, da imitação de Cristo.

Isto nos mostra a postura de um povo fraco na fé e indiferente ao Reino anunciado por Cristo. Passam de "Aleluia" para "Crucifica-o" com uma facilidade impressionante.

"Constatamos que o hosana entusiástico transformou-se, dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-O! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência? São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras”! Fora, fora, crucifica-O, e bendito O que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora O aclamam Rei de Israel, e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco O despojam das Suas e lançam a sorte sobre elas." (cc)

É preciso ter consciência de que não é o bastante aclamar o Senhor com 'Hosana' e agitar seus ramos no Domingo, e depois voltar a sua casa como se nada tivesse acontecido. É preciso uma mudança de vida concreta. "A Semana Santa está aí. Que ela seja, de fato, santa e não apenas mais uma semana com feriado" (v).

A MISSA DO DOMINGO DE RAMOS

Depois de celebrar a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, mergulhamos no mistério da Paixão de Jesus.

O domingo de ramos, juntamente com a sexta-feira santa, são os únicos dias do Ano Litúrgico em que se proclama o Evangelho da Paixão do Senhor durante a santa missa.

E neste ambiente da Paixão do Senhor na celebração eucarística podemos perceber como o Cristo era odiado por tantas pessoas, a começar pelos sacerdotes.

Mas muitos daqueles que O aclamaram na sua entrada triunfal na Cidade Santa, possivelmente também se juntaram com o povo de Jerusalém, que simplesmente não conheciam Jesus e não o aceitaram como o seu Messias. 

E O traíram da pior forma. Se esqueceram de todos os milagres que presenciaram, de todas as Verdades que ouviram, de todo o exemplo de vida que Jesus deu e agora queriam a sua morte, uma morte humilhante e horrível.

Na santa missa percebemos essa mudança de atitude. A cruz se aproxima do Senhor!

"Assim, enquanto festejamos o nosso Rei, pensemos nos sofrimentos que Ele deverá padecer nesta Semana. Pensemos nas calúnias, nos ultrajes, nas ciladas, nas traições, no abandono, no julgamento iníquo, nas pancadas, na flagelação, na coroa de espinhos... e, por fim, no caminho da cruz até à crucificação." (aa)

"Não há outro Jesus: é o mesmo que entrou em Jerusalém por entre o acenar de ramos de palmeira e oliveira. É o mesmo que foi pregado na cruz e morreu entre dois ladrões. Não temos outro Senhor para além d’Ele: Jesus, humilde Rei de justiça, misericórdia e paz." (aa)

O nosso querido São João Paulo II já dizia aos jovens em 2002 na missa do Domingo de Ramos: 

"A Cruz está no centro da liturgia de hoje. Vós, queridos jovens, com a vossa atenta e entusiasta participação nesta solene celebração, demonstrais que não vos envergonhais da Cruz. Não temeis a Cruz de Cristo. Ao contrário, sentis por ela amor e veneração, porque é o sinal do Redentor morto e ressuscitado por nós. Quem crê em Jesus crucificado e ressuscitado leva a Cruz como um triunfo, como prova evidente de que Deus é amor. Com a doação total de si, precisamente com a Cruz, o nosso Salvador venceu definitivamente o pecado e a morte. Por isso aclamamos com júbilo; "Glória e louvor a ti, ó Cristo, que com a tua Cruz redimiste o mundo!"." (oo)

"A leitura da sua Paixão põe-nos diante de Cristo, vivo na Igreja. O mistério pascal, que reviveremos nos dias da Semana Santa, é sempre actual. Nós somos hoje os contemporâneos do Senhor e, como o povo de Jerusalém, como os discípulos e as mulheres, somos chamados a decidir se estar com Ele, se fugir ou permanecer simples espectadores da sua morte." (oo)

"A narração da Paixão põe em relevo a fidelidade de Cristo, em contraste com a infidelidade humana. No momento da prova, enquanto todos, também os discípulos e até Pedro, abandonam Jesus (cf. Mt 26, 56), Ele permanece fiel, disposto a derramar o sangue para cumprir plenamente a missão que o Pai lhe confiou. Permanece Maria ao seu lado, silenciosa e sofredora. Caríssimos jovens! Aprendei de Jesus e da sua e nossa Mãe. A verdadeira força do homem vê-se na fidelidade com que ele é capaz de dar testemunho da verdade, resistindo a lisonjas e ameaças, a incompreensões e chantagens, e até à perseguição dura e desumana. Eis o caminho pelo qual o nosso Redentor nos chama a segui-Lo." (oo)

"Queridos jovens, não percais o vosso sabor de cristãos, o sabor do Evangelho! Mantende-o vivo, meditando constantemente o mistério pascal: a Cruz seja a vossa escola de sabedoria. Não vos orgulheis de mais nada, a não ser desta sublime cátedra de verdade e de amor." (oo)

"Faço votos para que cada um de vós, queridos amigos, participe desta alegria. Aquele que escolhestes como Mestre não é um comerciante de ilusões, não é um poderoso deste mundo, nem um astuto e hábil pensador. Vós sabeis quem escolhestes seguir: é o Crucificado ressuscitado! Cristo morto por vós, Cristo ressuscitado por vós. E a Igreja garante-vos que não ficareis desiludidos. De facto, mais ninguém a não ser Ele, vos pode dar aquele amor, aquela paz e aquela vida eterna pela qual o vosso coração aspira profundamente. Bem-aventurados sois vós, jovens, se fordes fiéis discípulos de Cristo! Bem-aventurados sereis vós se, em todas as ocasiões, estiverdes dispostos a testemunhar que este homem é verdadeiramente Filho de Deus! (cf. Mt 27, 39)." (oo)

NOSSA LUTA É CONTRA O PECADO

"O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo." (t)

"O mundo que vivemos hoje "quer a Igreja prostrada diante do mundo, quando, na verdade, é o mundo que precisa se prostrar, pois é ele que está sujo pela miséria do pecado, da imundice, da podridão, da crise da queda do Éden. É o mundo que necessita da Igreja e dos seus Sacramentos." (ee)

"O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo." (Professor Felipe Aquino, Referência [11])

"Para nossa salvação será útil refletirmos também em nossas fraudes e defeitos. Com os olhos postos na bondade de Deus, poderemos conseguir a emenda e o perdão para nossas próprias perfídias. Existe uma grande analogia entre a atitude daqueles que crucificaram o Redentor e nossa situação quando caímos em pecado mortal. Não é verdade que, muitas vezes, depois de termos glorificado a Nosso Senhor ardentemente, caímos em pecado e O crucificamos em nosso coração? O pecado é um ultraje feito a Deus. Quem peca expulsa Deus de seu coração, rompe as relações filiais entre criatura e Criador, repudia Sua graça. E é certo que Nosso Senhor é muito ultrajado em nossos dias. Não pelo brilho de nossas virtudes, mas pela sinceridade de nossa humildade nós poderemos ter atitudes daquelas almas que reparam, junto ao trono de Deus, os ultrajes que a cada hora são praticados contra Ele. As lições do Domingo de Ramos nos convidam a isso. (JG)" (ff)

QUEM SOU EU DIANTE DO MEU SENHOR?

Neste Domingo de Ramos ouvimos dois gritos, por assim dizer, que são dirigidos ao Senhor, o 'Hosana' e o 'Crucifica-O'.

Dois gritos tão distintos que o Senhor ouviu num período tão curto de tempo e por um povo do qual Ele mesmo fazia parte. Ele era judeu e foi o seu próprio povo quem o crucificou.

E durante esta semana decisiva para o cumprimento da missão do nosso Salvador, nos lembramos de diversos nomes: Anás e Caifás, fariseus, doutores da lei, Judas Iscariotes, Pilatos, Herodes, os soldados, o povo, Pedro, João e os outros apóstolos, os discípulos do Senhor, as santas mulheres, e a principal delas, Maria Santíssima, dentre vários outros nomes. 

São pessoas que agiram cada uma conforme a fé que tinham no Senhor. Uns O traíram, outros O abandonaram, outros olharam tudo à distância, outros permaneceram com Ele até o fim.

E agora faça uma pergunta a você mesmo: quem sou eu diante do Senhor? De que lado eu estou? Dos que gritam 'Hosana' ou dos que gritam 'Crucifica-O'? Quem sou eu diante do Senhor que sofre e morre por minha culpa? 

OS QUE PROCURAM UMA FORMA DE MATAR JESUS

Os sacerdotes, doutores da lei, fariseus procuravam uma forma de matar Jesus mas sem provocar alarde pois a cidade de Jerusalém estava cheia de peregrinos para a Páscoa.

"Sofre também a infâmia e a iníqua condenação das autoridades, religiosas e políticas: é feito pecado e reconhecido injusto." (rr)

" Chega assim à morte de cruz, a mais dolorosa e vergonhosa, reservada para os traidores, os escravos e os piores criminosos." (rr)

OS QUE ABANDONARAM O SENHOR

Os apóstolos O abandonaram no Horto das Oliveiras no momento de Sua agonia. Insistentemente o Senhor os acordava e os mandava rezar, mas eles, mesmo assim, O deixaram sozinho em sua angústia, suando sangue.

Da mesma forma, esses mesmos apóstolos deixaram o Senhor com os soldados no momento em que foi prezo. Eles saíram correndo.

E mais uma vez, esses mesmos amigos do Senhor O abandonaram no momento em que Jesus estava sendo julgado. Até Pedro, com medo, ficou de longe observando as maldades que faziam com o Mestre sem ao menos O defender uma só vez.

OS QUE TRAÍRAM O CRISTO

Judas Iscariotes que traiu o Senhor por 30 moedas.

Um apóstolos escolhido pelo próprio Senhor, que aprendeu tudo com Ele, que provou do Seu amor verdadeiro e fiel. A quem Jesus chamava de amigo.

Um apóstolo que finge amar Jesus e Lhe dá o beijo da traição.

SOU COMO AQUELES QUE QUEREM RESOLVER TUDO NA ESPADA

Como Pedro, querendo uma luta armada para defender o Filho do Homem que só vem trazer a Paz por meio do amor.

Um Homem que vem mostrar a misericórdia de Deus e que perdoa os seus algozes no momento em que Eles o ferem da pior forma possível.

SOU COMO AQUELES QUE NÃO SE IMPORTA COM A VIDA DE INOCENTES?

Como Pilatos que diante de uma situação complicada, lavou as mãos e fingiu que não tinha nada a ver com morte do Senhor que logo viria. 

Um homem irresponsável e sem um pingo de amor pelo próximo. Um homem que só pensa nele mesmo, é egoísta e soberbo.

"Pilatos envia-o a Herodes, e este devolve-O ao governador romano: enquanto Lhe é negada toda a justiça, Jesus sente na própria pele também a indiferença, porque ninguém se quer assumir a responsabilidade do seu destino. E penso em tantas pessoas, tantos marginalizados, tantos deslocados, tantos refugiados, de cujo destino muitos não querem assumir a responsabilidade." (rr)

SOU COMO OS INCRÉDULOS?

"Sou eu como aquela multidão que não sabia bem se estava numa reunião religiosa, num julgamento ou num circo, e escolhe Barrabás? Para ela tanto valia: era mais divertido, para humilhar Jesus." (pp)

SOU COMO OS QUE MENOSPREZAM E ZOMBAM DO SENHOR?

"Sou eu como os soldados, que batem no Senhor, cospem-Lhe em cima, insultam-No, divertem-se com a humilhação do Senhor?" (pp)

Sou como aqueles que diante de Jesus pregado na cruz, escarneciam d'Ele?

Um homem ferido, pregado numa cruz, com seu sangue escorrendo até morrer e ainda zombavam d'Ele sem a menor compaixão diante de daquele Homem que sofria tremendamente.

"Humilhado na alma com zombarias, insultos e escarros, sofre no corpo violências atrozes: as cacetadas, a flagelação e a coroa de espinhos tornam irreconhecível o seu aspeto." (rr)

"Cristo vem a Jerusalém para n'Ele se cumprirem estas palavras, para realizar a figura do «Servo de Iahvé», mediante a qual o Profeta, oito séculos antes, revelara a intenção de Deus. O «Servo de Iahvé»: o Messias, o descendente de David, mas aquele em que se cumpre o Hosana do povo, mas aquele que está submetido à mais terrível prova: Todos os que me vêem escarnecem de mim ... que o salve, se o ama (Sl 21 8-9)." (tt)

SOU DAQUELES QUE AJUDAM O PRÓXIMO POR OBRIGAÇÃO?

Simão Cirineu não queria ajudar Jesus mas foi obrigado a carregar Sua cruz.

SOU DAQUELES QUE SOFRIAM COM JESUS?

Como as mulheres que acompanhavam o Senhor e choravam diante daquele horror que presenciavam.

Como Verônica que teve compaixão do Senhor e quis ajudá-Lo limpando seu rosto com o próprio lenço.

Como as santas mulheres e o apóstolo amado que se mantiveram firmes aos pés da cruz sofrendo em silêncio e que certamente também rezavam.

"Nesta semana somos chamados a uma solidariedade especial com Jesus Cristo, Homem das dores (Is, 53, 3)." (tt)

QUEM EU QUERO SER DURANTE A SEMANA SANTA?

Depois de refletir com qual dos personagens citados você se identifica, cabe agora responder a pergunta mais importante: quem eu quero ser nessa semana santa? Quem eu quero ser daqui para frente?

Você é um dos que gritam 'Hosana', que louvam o Senhor e dias ou horas ou até minutos depois grita 'Crucifica-O'?

[...] Se de um lado celebramos a obediência [...], do outro lado evocamos, para a nossa conversão, [...] a insanidade da natureza humana ilustrada por n personagens que acabamos de ouvir. Primeiro o traidor: 30 moedas de prata. Depois a grande alegria que os seus comparsas experimentam quando o encontram, uma alegria satânica, diabólica, perversa, fustigadora, e todo estratagema para deixar Jesus absolutamente sem possibilidade de fugir, de reagir. [...] a inteligência do mal, a esperteza daqueles que se unem contra o Senhor. O inocente, [...], a vítima. Depois, nós temos a incrível capacidade criada perversamente o que hoje nós chamaríamos de factoide. Nós temos que criar uma situação para deixá-lo constrangido, acuado, impossibilitado de defender-se. Sim, não podemos fugir do que diz a lei dos romanos. Ele deve ser julgado mas vamos cuidar para que desse julgamento ele não escape. O cúmulo de pedir a libertação de Barrabás. [...] Que ironia, o homem que é capaz de recusar Jesus, filho de Deus Pai e no lugar d'Ele colocar um assassino. Essa é a tática de satanás, esta é hora do poder das trevas. Depois temos os cúmplices Anás e Caifás. Sumo sacerdotes, depois dois adversários que não se intendiam, detestavam-se, odiavam-se, o tetrarca Herodes e o governador Pôncio Pilatos. Pois, então, naquele dia fizeram as pazes. O que estava por detrás disto? São autoridades romanas que estão acompanhando uma sub-levação. Se Roma soubesse que Jesus agitador, que se proclamava Rei dos Judeus fosse libertado, a cabeça dos dois rolaria. Eles então se mancomunaram. E resolveram ceder às pressões das autoridades religiosas. Assim, nós temos uma realidade tremendamente perversa, absolutamente inominável. A humanidade toda contra o filho de Deus. [...] Depois a fúria da humanidade contra o corpo, contra a alma do Senhor. A flagelação, a coroação de espinhos, a cruz às costas em direção ao calvário. Malgrado o conforto de Simão de Cirene que ajudou o Senhor a carregar a cruz, são incontáveis os seus flagelos, as suas feridas, os seus insultos" (gg)

FINALIDADE DA SEMANA SANTA

"Com o Domingo de Ramos demos início a esta Semana — centro de todo o Ano litúrgico — em que acompanhamos Jesus na sua Paixão, Morte e Ressurreição." (qq)

"Não deixemos de participar dessa Celebração que é a abertura da grande Semana Santa. Ao chegarmos, em procissão, à entrada da igreja, rezaremos o Salmo 23 (24): “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar!” Deixemos que o Rei da Glória entre em nossa casa, em nossa história, em nossa vida!" (a)

"Refletimos o Evangelho da Paixão neste domingo, mas não antecipamos, de modo algum, o dia mais importante deste período: a Sexta-feira da Paixão. A razão pela qual há a leitura do Evangelho da Paixão é contrapor dois momentos muito distintos da população de Jerusalém, em relação a Jesus Cristo. No primeiro Evangelho, Jesus é aclamado como o Rei: “Hosana, o Filho de David!” No segundo, as mesmas pessoas, incitadas pelos chefes do templo, pedem a morte de Cristo na cruz. Outra importância da leitura deste Evangelho nesta missa é a preparação para a mais importante celebração, desde que iniciamos a Quaresma: a Sexta-feira da Paixão. Deste modo, lemos o relato da Paixão de um dos 3 evangelistas sinópticos, mas a narrativa completa ocorrerá com o Evangelho de João, na Sexta-feira Santa." (r)

"tem por finalidade, preparar os cristãos para caminhar com Jesus na sua Páscoa" (hh)

"Dom Odilo também falou aos fiéis sobre a vivência intensa da Semana Santa, que ao fazermos memória da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, anunciamos Jesus Cristo como salvador do mundo. “Hoje iniciando a semana santa, e especialmente no tríduo pascal, nós fazemos isso também, não se trata de uma encenação teatral, mas de proclamação pública de nossa fé em Jesus Cristo salvador”, afirmou o Cardeal." (ii)

O domingo de ramos é o último da quaresma, então não se canta ainda o glória e o aleluia. Apesar de ser o último domingo deste tempo litúrgico, a Quaresma é terminada apenas na Quinta-feira Santa, na missa matutina dos Santos Óleos. 

"A Semana Santa oferece-nos a ocasião de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que — como escreve São Josemaria —, «para acompanhar Cristo na Sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no Seu holocausto e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto no Calvário». Para isso, nada melhor do que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e para cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o podermos mostrar aos outros." (jj)

O padre Anselmo Chagas de Paiva no diz que a Semana Santa é a "grande semana de fé cristã, o tempo litúrgico mais forte, mais rico em conteúdo e de maior intensidade religiosa de todo o ano cristão, porque nela celebramos os mistérios centrais de nossa fé: a morte e a ressurreição de Cristo." (n)

E é no domingo de ramos que iniciamos a nossa preparação para esta semana de acontecimentos fundamentais da nossa fé católica. É o dia em que relembramos a entrega total do próprio Deus por amor a nós. É o dia em que nos preparamos para carregarmos a nossa cruz junto com Jesus, para nos unirmos mais intensamente com Ele.

O CRISTO MORREU POR CADA UM DE NÓS

"“Jesus Cristo nos amou até o fim, até as últimas possibilidades, o justo não hesitou em morrer pelos injustos, o santo entregou sua vida pelos pecadores, para que todos recebam o perdão de Deus”. Completando: “Por sua morte temos vida, na sua cruz e ressurreição Ele levou nossos pecados e nos abriu as portas da eternidade”. Por fim, o Cardeal ressaltou que não se deve apenas recordar a páscoa como um simples exercício de memória, mas é preciso reconhecer na fé a obra de Deus em favor de todos. “Fazer memória e recordar com a finalidade de reconhecer que foi por todos e cada um de nós que Jesus Cristo, o fez”. " (ii)

UMA HISTÓRIA DE AMOR

"A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total." (dd)

"Celebrar a paixão e a morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil… Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir connosco “até ao fim dos tempos”: esta é a mais espantosa história de amor que é possível contar; ela é a boa notícia que enche de alegria o coração dos crentes. Contemplar a cruz, onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade… Olhar a cruz de Jesus significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor… Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de uma dinâmica que a morte não pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurreição. Ora, a vontade de Deus não era que seu Filho morresse, mas que fosse até ao fim do amor. Com o risco de dar a sua vida… e foi o que Ele fez. Jesus foi um apaixonado dos homens seus irmãos. Uma só coisa contava para Ele: salvar a humanidade, arrancando-a do egoísmo, da violência, do orgulho, da riqueza, da idolatria, de tudo o que leva à morte e à infelicidade… para lhe propor o serviço, o acolhimento, o perdão, a pobreza, tudo o que leva à vida e à felicidade, e que tem um nome: o Amor. Durante toda esta Semana Santa, ergamos os olhos para Cristo na sua Paixão por Deus seu Pai, na paixão pelos homens seus irmãos. Para que nós também sejamos apaixonados! Um Rei-Servidor… Mudança radical de valores! Numa sociedade que só acredita no seu poder, no seu dinheiro, nas suas conquistas, eis o nosso Rei que vem até nós na humildade, no serviço, no sofrimento, vulnerável até morrer. Discípulos deste Messias-Servidor, onde se situam os nossos valores de referência: do lado do Evangelho? Do lado do mundo? Não há meio termo…" (d)

"Na Lei antiga, antes da Encarnação do Verbo, podia o homem, por assim dizer, duvidar se Deus o amava. Depois de O havermos visto, porém, morrendo por nós, exangue e vilipendiado sobre um patíbulo infame, já não podemos duvidar que Ele nos ame com toda a ternura. — Quem poderá jamais compreender, que excesso de amor levou o Filho de Deus a pagar a pena dos nossos pecados? E, todavia, isso é um ponto de fé: Dilexit nos, et lavit nos in sanguine suo (2) — “Ele nos amou, lavou-nos em seu sangue”. Ó misericórdia infinita! Ó amor infinito de Deus! Mas porque é que tantos cristãos olham com indiferença para Jesus Cristo crucificado? Que na Semana Santa assistem à comemoração da morte de Jesus, mas sem algum sentimento de ternura e gratidão, como se não se comemorasse um fato verdadeiro, ou não lhes dissesse respeito? Não sabem, ou não creem, porventura, o que os santos Evangelhos dizem acerca da Paixão de Jesus Cristo? Com certeza o creem, mas não refletem. Entretanto, é impossível que uma alma crente, que medita nas dores e ignomínias que Jesus Cristo padeceu por nosso amor, não se abrase de amor para com Ele e não tome uma forte resolução de tornar-se santa, a fim de não se mostrar ingrata para com Deus tão amante. Caritas Christi urget nos (3) — “A caridade de Cristo nos constrange”." (kk)

Sim, amo-Vos; † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas; e porque Vos amo, pesa-me de Vos haver ofendido, e proponho antes morrer do que Vos tornar a ofender. “Vos, ó Senhor onipotente, lançai sobre mim um olhar benigno, para que por vossa proteção seja regido no corpo e defendido na alma”. (6) † Doce Coração de Maria, sêde minha salvação.

Peçamos a Deus a graça de sofrer junto com Cristo nesta Semana Santa. "Amar é uma graça. Mas se você tem a pessoa que você ama, que você mais ama, que você ama com todo o seu coração, com toda alma, com todo seu entendimento, a pessoa que você mais ama, crucificada. E você não sofre, não se compadece. Então você não ama coisa nenhuma. Portanto, para nós termos a graça de amar Jesus, nós precisamos da graça de sofrer ao vê-Lo crucificado. E é isto que nós precisamos viver nesses dias" (ll)

QUEM MATOU JESUS?

"Rei dos Judeus", "Hosana ao Filho de Davi", "Salve o Messias"... Dessa forma, desperta nos sacerdotes e mestres da lei da época, muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder." (mm)

"A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do “Reino”: resultou das tensões e resistências que a proposta do “Reino” provocou entre os que dominavam o mundo. Podemos, também, dizer que a morte de Jesus é o culminar da sua vida; é a afirmação última, porém, mais radical e mais verdadeira (porque marcada com sangue), daquilo que Jesus pregou com palavras e com gestos: o amor, o dom total, o serviço."(p)

E jesus entrou no mundo em meio a uma história em que "O mundo jaz sob o poder das trevas". São tantas oposições, tantas agressões, deste o abandono dos apóstolos até uma morte cruel e dolorosa. "Quem matou Jesus foram os pecados de todos os homens. [...] Nós, infames assassinos, e assassinos requintados. Porquê? Deicidas. Não somos homicidas. homicida é quem mata um homem. Mas Jesus não é só homem. [...] Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. [...] O nosso pecado foi capaz de matar Jesus. O nosso pecado é a causa da morte de Jesus. O que é o pecado? O pecado é remorso? Não é. O pecado é sentimento de culpa? Não é. O pecado é ofensa a Deus. O pecado é desobediência à lei de Deus. O pecado é a transgressão da Palavra de Deus. O pecado é a desobediência à Lei de Deus." (q)

O CALVÁRIO É O CAMINHO PARA O CÉU

"Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém" (São João 2, 13) tendo como meta final "a oferta de Si mesmo na cruz, oferta que substitui os sacrifícios antigos". Esta é a subida que O levaria a "passar deste mundo ao Pai" (São João 13, 1), é a subida para o céu. (s)"

Mas "essa ascensão até a presença de Deus passa pela cruz: é a subida para o “amor até o fim” (cf. Jo 13, 1), que é o verdadeiro monte de Deus." (s)

"CONFORME A ESCRITURA"

Os 4 evangelistas fazem questão de mostrar em seus relatos, a relação dos acontecimentos da Paixão do Senhor com alguns fatos narrados no Antigo Testamento pelos profetas.

É claro que o Antigo Testamento se cumpre em Jesus, porém, isso nem sempre é explicitado pelos evangelistas no relato da Paixão. O que quero dizer é que por diversas vezes eles deixam isso mais evidente.

A intenção é justamente deixar claro aos judeus que o Senhor era realmente o Messias que esse povo tanto esperava. Com isso eles pretendiam demonstrar aos judeus que as Escrituras estavam se cumprindo e "que a paixão e morte de Jesus faz parte do projeto de Deus, previsto desde sempre" (d).

Veja a seguir alguns versículos que mostram esta preocupação dos evangelistas em comprovar a veracidade dos acontecimentos de Jesus com as Escrituras.

ANO A: São Mateus 26, 24a. 31. 53-54. 56a; 27, 9

ANO B: São Marcos 14, 27. 49; 15, 28

ANO C: São Lucas 22, 37

SEXTA-FEIRA SANTA: São João 18, 9; 19, 24. 28. 36. 37

"AINDA QUE EU TENHA QUE MORRER CONTIGO, MESMO ASSIM NÃO TE NEGAREI"

São Mateus 26, 35 narra que quando Jesus disse a Pedro que ele ia Lhe negar por 3 vezes, Pedro respondeu ao Senhor que ele não O negaria mesmo que tivesse que morrer junto com Jesus. Isto é colocado no evangelho da Paixão também por São Lucas e São Marcos. Entretanto, São João não faz referência a este acontecimento.

Mas o que nos chama a atenção nas narrativas de São Mateus e São Marcos é que eles ressaltam que não foi somente São Pedro quem disse que morreria com Jesus, mas todos os apóstolos fizeram a mesma afirmação.

ANO A: São Mateus 26, 31-35

ANO B: São Marcos 14, 26-31

ANO C: São Lucas 22, 31-34

NÓS TAMBÉM SOMOS COMO PEDRO

Essa atitude de Pedro nos dá algumas lições. A presunção de Pedro o colocou em uma situação que jamais poderia imaginar passar.

E a fraqueza de Pedro diante daquela situação foi tanta que ele negou o Senhor não diante de um soldado forte que poderia prendê-lo ou matá-lo ali mesmo. Ele o fez diante de uma criada, ou seja uma empregada. Uma mulher que nem sequer tinha força física para enfrentá-lo.

Agora, pensemos em nós. Quantas vezes já fizemos isto com o Senhor?

Quando estamos bem, quando Ele nos dá consolações, quando nossos desejos estão se realizando, nos voltamos para Cristo e juramos não O negar, não O abandonar. Fazemos inclusive juramentos de morrer por Jesus, como fez Pedro.

Mas O traímos vergonhosamente quando aparece o primeiro problema, por menor que ele seja. Basta uma pequena vontade nossa não realizada e nos voltamos para o Senhor como se a culpa por nossos tropeços e erros fosse d'Ele. E mais uma vez culpamos o Senhor injustamente por nossos pecados! Quanta soberba!

PEDRO CONFIOU NA MISERICÓRDIA DO SENHOR

Inspirados na negação de Pedro e no seu arrependimento sincero, que possamos também nós confiarmos na misericórdia do Senhor, que é infinita. Pedro também confiou nela.

Diferente de Judas, que depois de trair o Senhor, se desesperou e não acreditou no perdão de Deus para o seu pecado. Com isso, se enforcou, como se um pecado fosse a solução de outro. A esperança se apagou em Judas.

Por isso, apesar de voltar as costas para Jesus num momento tão crucial da Sua vida, Pedro é um exemplo a ser seguido por nós, não pelas negações, obviamente, mas por não ter perdido a esperança no perdão de Deus.

Quantas vezes caímos no pecado e quantas vezes o Senhor nos perdoa quando nos arrependemos verdadeiramente e nos propomos não mais cometê-los?

Jesus nos conhece, sabe das nossas fraquezas, sabe o quanto somos pecadores. Mas é preciso acreditar na misericórdia do Senhor! 

Nós o traímos quando "seguímo-Lo de longe, como Pedro, quando pretendemos ser cristãos sem nos comprometermos com Ele, sem por Ele nada renunciarmos, sem Nele empenharmos nossa vida!" (bb)

"Nesse domingo da Paixão somos chamados a bater no peito, reconhecer nosso pecado, [...] as vezes que nós negamos Jesus, as vezes que nós rejeitamos a cruz e nos comportamos verdadeiramente como não-seguidores de Cristo, não seguidores desta lógica satânica que rejeita a cruz. Bater no peito e dizer: Senhor, perdão. Como Pedro que saiu do Palácio de Caifás na escuridão, não é. Ele saiu [...] e chorou amargamente. [...] Peça a Deus a graça nesses dias de chorar os seus pecados. Como Pedro, se arrepender das vezes que você se comportou com lógica satânica rejeitando a cruz que Jesus escolheu para você. [...]" (w)

"QUEM VAI ME TRAIR É AQUELE QUE COMIGO PÕE A MÃO NO PRATO"

Deve ter sido muito difícil para Jesus fazer esta afirmação descrita por Mateus 26, 23. Afinal, um apóstolo que teve o privilégio de ser escolhido e conviver com o Senhor O trairia.

"Esta advertência de Jesus deve ser sempre recordada por cada um de nós, que participamos de Sua Eucaristia!" (bb)

"Traímos Jesus como Judas quando na hora da cruz O renegamos, deixamo-Lo, fugimos, buscando as facilidades de uma vida mundana, de valores mundanos, de uma lógica mundana…" (bb)

"Não Lhe demos o beijo de Judas! Que possamos escutar, um dia, a afirmação do Senhor: “Vós ficastes Comigo em minhas provações!” " (bb)

JESUS DEIXA CLARA A SUA DIVINDADE

Jesus fica em silêncio em vários momentos durante o interrogatório que fizeram a Ele. Porém, há um momento em que Jesus não hesita em esclarecer o fato a respeito da sua divindade.

ANO A: São Mateus 26, 63-64

ANO B: São Marcos 14, 61-62

ANO C: São Lucas 22, 63-64

"A expressão 'eu sou' (egô eimi) leva-nos ao nome de Deus no Antigo Testamento “eu sou aquele que sou” ( Ex 3,14). É, na perspectiva do nosso evangelista, a afirmação inequívoca da dignidade divina de Jesus. A referência ao 'sentar-se à direita do Todo-poderoso' e ao 'vir sobre as nuvens' sublinha, também, a dignidade divina de Jesus, que um dia aparecerá no lugar de Deus, como juiz soberano da humanidade inteira." (l)

O sumo-sacerdote ao perceber o alcance de tais afirmações nas palavras de jesus "manifesta a sua indignação rasgando as vestes e condenando Jesus como blasfemo" (l)

OS EVANGELISTAS MOSTRAM UM JESUS DIVINO MAS TAMBÉM HUMANO

"Apesar de Filho de Deus, o Jesus de Marcos é também homem e partilha da debilidade e da fragilidade da natureza humana" (l)

ANO A: São Mateus 26, 37-38

ANO B: São Marcos 14, 32-34

ANO C: São Lucas 22, 44

"O Jesus de Marcos sentiu “pavor” e “angústia” (cf. Mc 14,33), como acontece com qualquer homem diante da morte violenta (Mateus é ligeiramente mais moderado e fala da “tristeza” e da “angústia” de Jesus – cf. Mt 26,37; e Lucas evita fazer qualquer referência a estes sentimentos que, sublinhando a dimensão humana de Jesus, podiam lançar dúvidas sobre a sua divindade)." (l)

"A “angústia” e o “pavor” de Jesus diante da morte, o seu lamento pela solidão e pelo abandono, tornam-n’O muito “humano”, muito próximo das nossas debilidades e fragilidades. Dessa forma, é mais fácil identificarmo-nos com Ele, confiar n’Ele, segui-l’O no seu caminho do amor e da entrega. A humanidade de Jesus mostra-nos, também, que o caminho da obediência ao Pai não é um caminho impossível, reservado a super-heróis ou a deuses, mas é um caminho de homens frágeis, chamados por Deus a percorrerem, com esforço, o caminho que conduz à vida definitiva." (v)

"A solidão de Jesus diante do sofrimento e da morte anuncia já a solidão do discípulo que percorre o caminho da cruz. Quando o discípulo procura cumprir o projeto de Deus, recusa os valores do mundo, enfrenta as forças da opressão e da morte, recebe a indiferença e o desprezo do mundo e tem de percorrer o seu caminho na mais dramática solidão. O discípulo tem de saber, no entanto, que o caminho da cruz, apesar de difícil, doloroso e solitário, não é um caminho de fracasso e de morte, mas é um caminho de libertação e de vida plena." (v)

"Abandonado pelos discípulos, escarnecido pela multidão, condenado pelos líderes, torturado pelos soldados, Jesus percorre na solidão, no abandono, na indiferença de todos, o seu caminho de morte. O grito final de Jesus na cruz (“meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste” – Mc 15,34) pode ser o início do Salmo 22 (cf. Sal 22,2); mas é, também, expressão dramática dessa solidão que Jesus sente à sua volta." (k)

JESUS TEM A SUA DIVINDADE RECONHECIDA

ANO A: São Mateus 27, 54

ANO B: São Marcos 15, 39

ANO C: São Lucas 23, 47

Esta conclusão do centurião de que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus foi colocada por São Marcos e São Mateus como sendo uma conclusão óbvia a qual todos nós devemos chegar depois de tudo que foi narrado, depois de tudo que o Senhor passou por nossa salvação. São João não narra isso.

"Mais do que uma afirmação histórica, esta frase deve ser vista como uma “profissão de fé” que Marcos convida todos os crentes a fazer" (y).

A VITÓRIA DE CRISTO NA CRUZ

É cada vez mais frequente encontrarmos pessoas que não gostam ou não se sentem a vontade para falar do sofrimento de Cristo em sua Paixão.

Tem-se uma ideia de que a cruz representa uma derrota de Cristo. Certamente, uma impressão mais que equivocada.

Mas, por incrível que pareça, muitas pessoas acreditam nisso e pensam ainda que a vitória de Jesus está somente em Sua ressurreição. E aqui não estou negando isso. Muito pelo contrário. A ressurreição do Senhor é um dos mistérios mais importante para nossa fé em Cristo e no Céu e constitui sim uma vitória de Jesus.

Mas é de extrema importância lembrarmos que "quando Jesus morre na cruz ele vence satanás e a morte eterna".  Uma vitória que acontece realmente mas que "somente os olhos da fé são capazes de enxergar". (z)

E "quando, então, 3 dias depois ele ressuscita, esta vitória que já aconteceu na sexta-feira na cruz, se manifesta, ela brilha diante dos nossos olhos". [...] No domingo a vitória se dá mas aí a realidade é mais fulgurante. O Cristo aparece vitorioso. Então, nós podemos dizer que a vitória de Jesus sobre a morte eterna, ou seja, sobre o inferno, ela se manifesta na vitória de Jesus sobre a morte quando ele sai do sepulcro no domingo de manhã." (z)

A FUGA DA CRUZ

É comum encontrarmos pessoas que renunciam a cruz, pessoas que não aceitam carregar a sua cruz. Elas querem seguir Jesus, mas por sua ressurreição, não pela cruz que carregou. É o que se costuma chamar de cristianismo light, uma moda de ser um cristão 'politicamente correto', mas que nada tem a ver com os ensinamentos de Jesus.

O padre Paulo Ricardo fala que "existe algo de satânico quando se rejeita a cruz e se quer um cristianismo light, essa moda" (z).

Por quê?

É o próprio Jesus quem responde a esta pergunta. Veja só os versículos abaixo de São Mateus 16, 21-28:

Lembre-se sempre : "quando você abraça a cruz, você esfrega a vitória de Cristo na cruz na cara de satanás" (z) e aceita seguir o Senhor.

"Para seguir fielmente a Jesus, peçamos a graça de o fazer não por palavras mas com as obras, e ter a paciência de suportar a nossa cruz: não a recusar nem jogar fora, mas, com os olhos fixos n’Ele, aceitá-la e carregá-la a cada dia." (aa)

SOMOS TODOS SIMÃO CIRINEU?

Carregar a cruz não é tarefa fácil, mas seguir a Cristo nunca foi e nem nunca será fácil. E Ele nunca nos prometeu que seria.

Mas carregar a nossa cruz, seja ela qual for, é um ensinamento muito claro de Cristo. E é impossível pular esta etapa da nossa peregrinação aqui na terra.

Então, todos temos que imitar Simão Cirineu sim. Mas um detalhe muito importante neste momento vivido pelo Cirineu deve ser alterado drasticamente em nós: ele foi obrigado a carregar a Cruz de Cristo, nós não.

Deus nos inspira, nos fala o tempo inteiro qual o caminho que devemos seguir, mas a escolha é nossa, a escolha é sua. Você tem total liberdade para dizer sim ou não a Jesus.

E durante a Semana Santa somos convidados a dizer espontaneamente o nosso fiat ao Senhor e deixar que o próprio Deus seja o 'nosso Cirineu'. Ele, que nos ajuda a carregar a nossa cruz de todos os dias, caminha bem junto de nós.

VOCÊ JÁ FOI AGRACIADO PELA CRUZ?

Todos os dias temos diversos problemas para enfrentar. Eles são as nossas cruzes.

Então, pense agora na sua cruz, naquela dificuldade que você está passando, nos problemas que você está enfrentando. Esta é a sua cruz hoje.

O padre Paulo fala que quando nós temos cruzes no nosso dia a dia, quando você tem uma cruz, isto quer dizer que Jesus está manifestando o Seu amor por você. Ele diz que "quando a cruz visita você, é Jesus quem está vindo, é Jesus quem está visitando" (z).

Mas por quê? "Por que Jesus está escolhendo você para reproduzir em você o rosto dele" (z)

"nós somos a argila da qual sois o oleiro: todos nós fomos modelados por vossas mãos" (Isaías 64, 8)

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"Jesus está passando, fazendo você passar pela Paixão e Ressurreição. A vitória de Cristo vai acontecer na sua vida, mas não haverá vitória de Cristo sem a cruz. Você quer a vitória de Cristo sem a cruz." (z)

E se você rejeita a cruz, "Jesus olha pra você e diz: vai pra traz de mim satanás" (z). Assim como fez com Pedro.

"Por que todos nós temos uma cruz e essa cruz é para nossa purificação. Essa cruz que nos humilha é para nossa salvação e para salvação dos nossos irmãos. [...] Se com ele morremos, com ele viveremos. [...] Abrace o Cristo inteiro. Assim como ele morreu e ressuscitou, também nós precisamos morrer e ressuscitar com Ele." (z)

"Não deixe de reconhecer Jesus quando ele visita você. É Ele quem vem. É Ele quem está manifestando o seu amor por você." (z)

NÃO ESCOLHA NO QUE VOCÊ QUER ACREDITAR

"Atenção, é importante que você entenda isso, o Cristianismo não é uma religião masoquista. Você não tem que pedir cruzes para Deus. [...] Você não precisa pedir nenhuma cruz pra Deus. Você só precisa pedir pra Deus que te dê a graça de amar a cruz que Ele preparou para você desde toda eternidade. [...] Peça isso para Nossa senhora. [...] Assim como no caminho da cruz, no caminho do calvário, Jesus se encontrou com Maria, se encontre com ela também. Caminhando para o calvário da nossa vida em que Cristo manifestará sua vitória , se encontre com ela e diga: Mãe, Mãe santa, Mãe bondosa, assim como correstes ao encontro de Cristo para ajudá-lo ao tombar no chão, também Senhora, dai-me a graça, dai-me a força para abraçar, amar, beijar a cruz que Deus preparou para mim desde toda eternidade. E assim nós estaremos caminhando com Cristo, caminhando para a vitória e para o triunfo, porque se com Ele morremos, com Ele viveremos. Esta é a fé cristã, esta é a fé cristã integral. Não fique escolhendo entre a cruz e a ressurreição. [...]Quando você tem uma fé católica, católica quer dizer integral, uma fé que não escolhe nada, que abraça todo o conteúdo, eu tenho a fé que os apóstolos transmitiram, que Jesus deixou, que abraço a fé inteira, sem escolher qual é o lado que eu vou abraçar. Ah, eu escolho só o lado agradável, como criança que fica escolhendo comida no prato e separando no canto do prato aquilo que não quer comer. [...] O herege é o que fica escolhendo o que é que ele vai crer. Então não escolha. Ah, eu quero escolher entre o jesus da sexta-feira santa e o Jesus do Domingo de Páscoa. Eu escolho o Jesus do Domingo de Páscoa. Não, não escolha. Abrace o Cristo integral, o Cristo inteiro. [...] Assim como Ele morreu e ressuscitou, também nós precisamos morrer e ressuscitar com Ele." (z)

CONCLUSÃO

"O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades, das facilidades, para nos colocar diante Daquele que veio ao mundo para salvar este mundo." (nn)

Primeiramente podemos ver na Liturgia da Palavra que Jesus se faz "Servo sofredor, na esperança da vitória final" (o). Um Deus que se humilhou, se rebaixou ao nada fazendo-se igual a nós em tudo, menos no pecado. 

Ele passou por momentos terríveis, os mais dolorosos. Mas diante da firme determinação de obedecer ao Pai, cumpriu perfeitamente Sua missão. E por isso Deus o exaltou!

Atos 3, 15: Vós matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos.

"no Horto das Oliveiras, como no processo diante de Pilatos, não opõe resistência, entrega-se; é o Servo sofredor prenunciado por Isaías que se despoja de si mesmo até à morte (cf. Is 53, 12)." (qq)

"Jesus não vive este amor que conduz ao sacrifício de modo passivo ou como um destino fatal; sem dúvida, não esconde a sua profunda perturbação diante da morte violenta, mas entrega-se ao Pai com plena confiança. Jesus entregou-se voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em união perfeita com a sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós. Na cruz, Jesus «amou-me e entregou-se a si mesmo por mim» (Gl 2, 20). Cada um de nós pode dizer: amou-me e entregou-se por mim. Cada um pode dizer este «por mim». O que significa tudo isto para nós? Significa que este é também o meu, o teu, o nosso caminho. Viver a Semana Santa seguindo Jesus não só com a comoção do coração; viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sairmos de nós mesmos — como eu disse no domingo passado — para ir ao encontro dos outros, para ir às periferias da existência, sermos os primeiros a ir ao encontro dos nossos irmãos e irmãs, sobretudo dos mais distantes, de quantos estão esquecidos, dos que têm mais necessidade de compreensão, conforto e ajuda. Há muita necessidade de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor! Viver a Semana Santa significa entrar cada vez mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz, que não é em primeiro lugar a da dor e da morte, mas do amor e do dom de si que dá vida. Significa entrar na lógica do Evangelho. Seguir, acompanhar Cristo, permanecer com Ele exige um «sair», sair. Sairmos de nós mesmos, de um modo de viver a fé cansado e rotineiro, da tentação de nos fecharmos nos nossos esquemas, que acabam por fechar o horizonte da obra criativa de Deus. Deus saiu de si mesmo para vir ao meio de nós, montou a sua tenda entre nós, para nos trazer a sua misericórdia que salva e dá esperança. Também nós, se quisermos segui-lo e permanecer com Ele, não devemos contentar-nos em permanecer no recinto das noventa e nove ovelhas, mas temos que «sair», procurar com Ele a ovelha tresmalhada, a mais distante. Recordai bem: sairmos de nós, como Jesus, como Deus saiu de si mesmo em Jesus, e Jesus saiu de si próprio por todos nós. Alguém poderia dizer-me: «Mas, padre, não tenho tempo», «tenho muitas coisas para fazer», «é difícil», «o que posso fazer com as minhas poucas forças, também com o meu pecado, com tantas coisas?». Muitas vezes contentamo-nos com algumas preces, com uma Missa dominical distraída e inconstante, com alguns gestos de caridade, mas não temos esta coragem de «sair» para anunciar Cristo. Somos um pouco como são Pedro. Assim que Jesus fala de paixão, morte e ressurreição, de dom de si, de amor por todos, o Apóstolo chama-o à parte e repreende-o. Aquilo que Jesus diz altera os seus planos, parece inaceitável, põe em dificuldade as seguranças que tinha construído para si, a sua ideia de Messias. Jesus olha para os discípulos e dirige a Pedro talvez uma das palavras mais duras dos Evangelhos: «Afasta-te de mim, Satanás, porque os teus sentimentos não são de Deus, mas dos homens» (Mc 8, 33). Deus pensa sempre com misericórdia: não o esqueçais. Deus pensa sempre com misericórdia: é o Pai misericordioso! Deus pensa como o pai que espera o regresso do filho e vai ao seu encontro; vê-o chegar, e quando ainda está longe... Que significa? Que todos os dias ia ver se o filho voltava para casa: este é o nosso Pai misericordioso. É o sinal que o esperava de coração na varanda da sua casa. Deus pensa como o samaritano, que não passa perto do desventurado, comiserando-o ou desviando o olhar, mas socorrendo-o sem nada pedir em troca; sem lhe perguntar se era judeu, pagão, samaritano, rico ou pobre: nada lhe pergunta. Não lhe pergunta estas coisas, nada pergunta. Vai em sua ajuda: Deus é assim. Deus pensa como o pastor que dá a sua vida para defender e salvar as ovelhas. A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos concede para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias — que lástima, tantas paróquias fechadas! — dos movimentos, das associações, e «sair» ao encontro dos outros, aproximar-nos para levar a luz e a alegria da nossa fé. Sair sempre! E isto com amor, e com a ternura de Deus, no respeito e na paciência, conscientes de que nós oferecemos as nossas mãos, os nossos pés e o nosso coração, mas depois é Deus quem os guia e torna fecunda cada uma das nossas obras. " (qq)

"Suspenso no patíbulo, além da zombaria, enfrenta ainda a última tentação: a provocação para descer da cruz, vencer o mal com a força e mostrar o rosto dum deus poderoso e invencível. Mas Jesus, precisamente aqui, no ápice da aniquilação, revela o verdadeiro rosto de Deus, que é misericórdia. Perdoa aos seus algozes, abre as portas do paraíso ao ladrão arrependido e toca o coração do centurião. Se é abissal o mistério do mal, infinita é a realidade do Amor que o atravessou, chegando até ao sepulcro e à morada dos mortos, assumindo todo o nosso sofrimento para o redimir, levando luz às trevas, vida à morte, amor ao ódio. Pode parecer-nos muito distante o modo de agir de Deus, que Se aniquilou por nós, quando vemos que já sentimos tanta dificuldade para nos esquecermos um pouco de nós mesmos. Ele vem salvar-nos, somos chamados a escolher o seu caminho: o caminho do serviço, da doação, do esquecimento de nós próprios. Podemos encaminhar-nos por esta estrada, detendo-nos nestes dias a contemplar o Crucificado: é «a cátedra de Deus». Convido-vos, nesta semana, a contemplar com frequência esta «cátedra de Deus», para aprender o amor humilde, que salva e dá a vida, para renunciar ao egoísmo, à busca do poder e da fama. Com a sua humilhação, Jesus convida-nos a caminhar por esta estrada. Fixemos o olhar n’Ele, peçamos a graça de compreender pelo menos algo da sua aniquilação por nós; e assim, em silêncio, contemplemos o mistério desta Semana." (rr)

"Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Vem-me à mente aquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: Vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Tal é o trono de Jesus. [...] Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva à tristeza, mas à alegriaà alegria de sermos salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele fez no dia da sua morte. [...] Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja." (ss)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITO DE IMAGENS

(aa) http://br.radiovaticana.va/news/2017/04/09/domingo_de_ramos_papa,_jesus_est%C3%A1_presente_nos_que_padecem_/1304534

(bb) http://rumoasantidade.com.br/retiro-quaresmal/meditacao-domingo-ramos-paixao-senhor/

(cc) http://arqrio.org/formacao/detalhes/1713/ramos-jesus-e-senhor

(dd) http://www.paroquiasaolucas.com.br/noticias/domingo-de-ramos-3/

(ee) https://padrepauloricardo.org/blog/bento-xvi-o-humilde-servo-da-vinha-do-senhor

(ff) http://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/domingo-de-ramos-143423

(gg) https://www.youtube.com/watch?v=hhZQT81Ab10

(hh) http://diocesedejales.org.br/dicas-liturgicas-para-o-domingo-de-ramos-e-da-paixao-senhor/

(ii) http://arquisp.org.br/domingo-de-ramos-e-da-paixao-do-senhor-inicio-da-celebracao-da-pascoa

(jj) http://opusdei.pt/pt-pt/article/do-domingo-de-ramos-ao-domingo-da-ressurreicao/

(kk) http://rumoasantidade.com.br/espiritualidade/grande-fruto-meditacao-paixao-jesus-cristo/

(ll) https://www.youtube.com/watch?v=OFMPyZAxFXg

(mm) http://www.jj.com.br/colunistas-2360-domingo-de-ramos-momento-para-avaliar-posturas

(nn) http://cleofas.com.br/domingo-de-ramos/

(oo) https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/2002/documents/hf_jp-ii_hom_20020324_palm-sunday.html

(pp) http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2014/documents/papa-francesco_20140413_omelia-palme.html

(qq) http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2013/documents/papa-francesco_20130327_udienza-generale.html

(rr) https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2016/documents/papa-francesco_20160320_omelia-palme.html

(ss) http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130324_palme.html

(tt) http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1979/documents/hf_jp-ii_hom_19790408_palme.html

(a) João Guimarães, sa. Domingo de Ramos. Acesso em 13 de novembro de 2017. Disponível no site Arautos.

(d) http://www.dehonianos.org/portal/domingo-de-ramos-ano-a/

(k) http://www.dehonianos.org/portal/domingo-de-ramos-ano-a/

(l) http://www.dehonianos.org/portal/domingo-de-ramos-ano-b/

(n) http://cnbbleste1.org.br/2017/04/domingo-de-ramos-2/

(o) http://arqrio.org/formacao/detalhes/1713/ramos-jesus-e-senhor

(p) http://www.dehonianos.org/portal/domingo-de-ramos-ano-a/

(q) https://www.youtube.com/watch?v=so0cHpzkhwE

(r) http://auxiliadoracampinas.org.br/domingo-de-ramos.html

(s) Ratzinger, Joseph. Jesus de Nazaré: da entrada em Jerusalém até a ressurreição. Editora Planeta. Edição do Kindle. Capítulo 1 - Entrada em Jerusalém e purificação do templo.

(t) Professor Felipe Aquino, 2016. As lições do Domingo de Ramos. Acesso em 2 de fevereiro de 2017. Disponível no site Cléofas.

(v) http://www.dehonianos.org/portal/domingo-de-ramos-ano-b/

(w) https://soundcloud.com/padrepauloricardo/tf343-domingo-de-ramos-e-da-paixao-do-senhor-alma-crista-aceita-a-tua-cruz

(y) http://www.dehonianos.org/portal/domingo-de-ramos-ano-b/

(z) https://soundcloud.com/padrepauloricardo/tf343-domingo-de-ramos-e-da-paixao-do-senhor-alma-crista-aceita-a-tua-cruz